<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636</id><updated>2011-04-22T00:50:40.294-03:00</updated><title type='text'>Da Fresta</title><subtitle type='html'>Jornalismo investigativo, emocional, criativo e social.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-117077190566820605</id><published>2007-02-06T11:36:00.000-02:00</published><updated>2007-02-06T12:27:16.940-02:00</updated><title type='text'>Pequenas sobreviventes do tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/791243/1-2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5586/2924/320/1-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Por Patrícia Gomes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; século XXI mal chegou e já tem características bastante específicas. São aparatos tecnológicos, cada vez menores e com mais funções, automóveis e todo o tipo de aparelhos que se valem dos avanços da microinformática e da microeletrônica. Nesse mundo marcado também pela globalização que encurta tempo e distância, tudo o que é antigo tende a desaparecer, certo?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Errado. Prova disso são as pequenas profissões presentes nas primeiras décadas do século XX que ainda dão o ar de suas graças. É verdade que daquele tempo, muitas não resistiram às novas exigências do mundo moderno e desapareceram. Outras estão quase lá. Mas algumas chegaram até se fortalecer.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Profissionais como o tripeiro – que tem de lidar com a concorrência dos grandes mercados e com a fiscalização da vigilância sanitária – a professora de datilografia, o médico de bonecas e o lambe-lambe engrossam a lista dos ofícios que jazem com dificuldades de se adaptar em um mundo tomado por necessidade de inovações tecnológicas. No Largo do Machado, esporadicamente, o lambe-lambe Pedro monta seu equipamento e tira fotografias. Recentemente, ele foi elevado a patrimônio cultural da cidade e agora, para aumentar a renda, cobra para dar entrevistas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Outros ofícios, no entanto, resistem ao tempo. Neste rol pode-se encontrar o reformador de pianos, o vassoureiro, o empalhador de cadeiras e, é claro, a profissão mais antiga do mundo, a prostituta.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#663333;"&gt;A professora de datilografia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/106241/2.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/758407/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dona Olga Rocha tem 70 anos e é professora de datilografia desde 1957, quando abriu o Curso Olavo Bilac em Marechal Hermes. Há dois anos seu curso está abrigado em uma construção, perto do centro histórico do bairro. Tem uma ante-sala, uma sala e “um pedacinho lá atrás”, como explica dona Olga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A sala do curso de datilografia foi tomada, há oito anos, por microcomputadores, mas ainda abriga quatro máquinas que ficam cobertas, esperando por alunos. “Esse ano (2006) eu não tive aluno. Ano passado eu tive... três”, relata a professora com certo pesar. Ela lembra do tempo que mal tinha tempo de almoçar: “Já cheguei a ter 100 alunos por dia”, diz, orgulhosa, dona Olga. Nessa época, tinha 16 máquinas e dava aulas de 8h às 22h todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/903798/3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/308965/3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um interessado a aprender a datilografar passa, em média, três meses no curso. As aulas são diárias, a duração de uma hora e o custo de R$50. Dona Olga explica que datilografia depende de vocação “tem gente que bate muito bem, tem gente que não”, mas que qualquer um pode se sair bem com um pouco de dedicação. “Datilografia não são os dedos, é a cabeça”, resume.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Até a década de 80 a demanda era grande porque os concursos públicos da Polícia Civil, de escrivão de cartório, do TRE e do Banerj tinham provas de datilografia que exigiam rapidez e poucos erros. Olga define sua quase inexistente clientela hoje: “Quem mais procura são pais que tiveram aula comigo e gostariam que seus filhos aprendessem. Mas eles acabam não voltando”. Se alguma de suas máquinas dá problema, dona Olga recorre ao único técnico mecanógrafo que conhece, também morador de Marechal Hermes.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A professora acha “uma pena” que não haja mais interesse em aprender datilografia e considera que os profissionais que agora estão se formando se sairiam melhor em suas atividades se soubessem datilografar. Mas, lamenta-se: “Hoje em dia, as pessoas se ofendem se a gente diz que seria bom fazer um curso de datilografia”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O serviço de datilografia no curso, hoje, se resume a escrita de declarações e preenchimento de formulários ou cheques. “O Ministério do Trabalho, ali na frente, tem um carnê que o empregador nunca coloca o número um no espaço certo. Eu já até sei. Nem cobro pelo serviço”. Precavida, dona Olga diz que vai diversificar o curso: “Já temos informática e agora vamos abrir um curso de imobilização ortopédica porque o Carlos Chagas (Hospital Municipal em frente) está exigindo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;O Reformador de Pianos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/219759/4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/774005/4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em francês, essa profissão leva o nome de lutier e, em português, por falta de tradução, é reformador de pianos mesmo. Muito comum na época em que o Rio de Janeiro mantinha um circuito de salões e recepções para a alta sociedade, hoje os profissionais que se dedicam a consertar pianos são circunscritos apenas ao mundo dos músicos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Um exemplar desta raridade é o senhor José da Gama, proprietário de uma oficina de pianos em Quintino Bocaiúva, bairro do subúrbio carioca. Trata-se de um sobrado do início do século XX, de paredes descascadas e de pé-direito alto em frente à estação de trem. O letreiro “O Rei dos Pianos”, já sem cor, não é capaz de revelar o espaço que a loja, fundada em 1938, esconde. No primeiro ambiente que, à primeira vista, parece ser o único, 10 pianos se encontram dispostos de maneira aleatória e não há distinção entre os reformados ou por reformar, entre os que estão ali para serem vendidos, alugados ou entregues a seus donos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por um estreito corredor que se revela bastante comprido, se vêem salas onde são feitos trabalhos específicos. A primeira é a administração. Depois vem outra onde se conserta o maquinário do piano e uma terceira onde se enverniza as partes de madeira. No fim do corredor, percebe-se um cofre e uma máquina de bater ponto que, conforme garante Wallace Matos, administrador da loja, “não são usados há muito tempo. Estão aí só por estar”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O corredor desemboca em um galpão onde aproximadamente 50 pianos desmontados sofrem todo o tipo de reparos. À direita, uma outra sala, também apinhada deste instrumento, mantém a atmosfera escura de toda a loja. Ao todo são 10 funcionários. O senhor José da Gama diz que, como não tem lugar onde se aprenda o ofício, “um ensina para o outro” e aponta para um rapaz que segue o afinador a tira-colo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/40083/5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/309128/5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O lutier de Quintino conta que passou metade de sua vida – 32 de seus 63 anos – n’O Rei dos Pianos, mas lembra quando jovem, também se dedicava ao instrumento. Não que ele tenha aprendido a tocar piano na infância, mas porque trabalhou numa transportadora de pianos antes de ingressar na loja. Seu filho Marcelo também trabalha na oficina: “Desde menino eu ando por aqui!”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seu José da Gama diz que, há 50 anos, o ramo de pianos era mais lucrativo: “Hoje o teclado e o piano eletrônico têm mais recursos e não precisa de tanto esforço”. Ainda assim, orgulha-se de tocar um negócio “100% artesanal” e cuja maior publicidade é o famoso “boca a boca”. Para o lutier, o segredo da sua loja está na credibilidade e na verdade. “O meu serviço é de qualidade porque meus produtos também são. Gerações de famílias são clientes nossos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;O empalhador de cadeiras&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O empalhador de cadeiras Luis, que tem um ponto fixo no Largo do Machado, garante que sua profissão não está acabando. “Logo ali tem outro”, e aponta para um outro senhor, sentado a menos de 20 metros, na mesma calçada. Gaba-se de ter dado entrevista a uma revista que é distribuída gratuitamente pelo Museu da República e que teve uma versão em inglês enviada aos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Segundo Luis, empalhador há mais de 20 anos, o Rio de Janeiro é o estado que mais tem empalhadores de cadeiras. Ele trabalha na rua e diz que sempre tem serviço. Quando perguntado se sua profissão foi mais lucrativa no passado, ele diz que sim, mas não pode se queixar, porque sempre tem cliente. Para uma cadeira apenas com o assento a ser refeito, o freguês paga, em média, 60 reais. Se o encosto também precisar ser recuperado, o valor dobra.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Luis leva todos os apetrechos que precisa em uma maleta não muito grande. Lá ele tem fios de diversas espessuras e alicates. Trabalha ali na calçada mesmo e, no final do dia, guarda as peças que está reformando “num cantinho aqui perto. Depois eu vou para casa!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;O Hospital Mundial de Bonecas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/7560/6.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/53229/6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O hospital de bonecas funciona na rua que beira a linha principal de trem do Rio de Janeiro e fica entre as estações de Oswaldo Cruz e Madureira. No balcão, a senhora Elizeth Rosa, 71 anos, recebe as bonecas para seu marido e seus filhos consertarem. O negócio foi aberto há 50 anos pelo seu esposo e um amigo, já que ambos trabalhavam em uma conhecida fábrica de brinquedos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A oficina fica no final do terreno que, do balcão, parece ser bem grande. “Aquilo é uma bagunça, não tem nada de bonito pra ver não”, encerra Elizeth, a possibilidade de uma visita ao ateliê. Lá, seu marido substitui peças quebradas, coloca cabelo, olhos e, com a ajuda da filha, restaura pinturas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/49750/7.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/377541/7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dona Elizeth conta que já chegou a ter quatro empregados, mas hoje o trabalho é feito em família. Ela lembra que, no passado, havia mais serviço. “Hoje a gente recebe umas cinco freguesas por dia”, mas garante que elas ficam muito satisfeitas em ver o resultado. No panfleto do Hospital, em meio aos serviços que se presta, lê-se “Não deixe um brinquedo que você ganhou com tanto carinho cair no esquecimento e se acabar. Traga que nós consertamos para manter viva [sic] as boas lembranças”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A reformadora mostra, orgulhosa, uma condecoração que seu Hospital Mundial de Bonecas recebeu da Câmara dos vereadores do Rio de Janeiro em abril de 1988. Já amarelado, o documento diz: “O delicado e artístico trabalho a que se dedicam Elizeth e seus familiares têm um elevado alcance de cunho psicológico e social, o que os torna merecedores desta proposição”. A homenagem chama o serviço do hospital de um “valioso trabalho” que “serve ao apego de pessoas idosas e ao sonho e imaginação de crianças e jovens que amam e vivem esses brinquedos, ao encher de afeto e fantasia a vida de muitas pessoas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:130%;color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;O Vassoureiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/586389/8.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/656899/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“É o vassoureiro. Olha a vassoura aí, freguesa! Tem piaçava, tem de pêlo, tem rodo, tem limpador de teto”. É Marco Antônio de Azevedo, 31 anos, quem interrompe o silêncio de uma pacata rua de Vila Valqueire com esse grito que tem sido ouvido por gerações e ainda hoje é comum nos bairros do subúrbio carioca.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Marco Antônio Azevedo é vassoureiro há três anos, tem a fala polida e calma. Ele diz ter sido levado para o ‘ramo das vassouras’ por um amigo que lhe explicou como fazer, onde comprar e até como amarrar as vassouras do método mais prático e seguro. Outro fator determinante para ter escolhido a profissão foi o lucro rápido. De cabeça, apresenta suas contas: “Se eu trabalho 26 dias no mês, de segunda a sábado todos os dias, ganho, em média R$1200”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fora o que chama de “peças finas” – os limpadores de teto, a vassoura de pêlo de cavalo e o rodo – Marco Antônio carrega 24 vassouras de piaçava por dia e precisa de quatro horas para vender todas. “Às vezes mais, às vezes menos, mas nunca vou pra casa depois das 14h”, conta o vassoureiro, que sai de casa às 6h, vai à fábrica comprar material e começa a vender por volta das 8h ou 9h.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Evangélico convicto, Marco Aurélio diz que o ofício lhe deu uma dor insuportável na coluna, mas garante que sua fé lhe curou. O vassoureiro confessa que não pode reclamar do salário e garante que tem sempre alguém precisando de uma vassoura e, por isso, “tem muito vassoureiro por aí”. Ele se mostra contente com a profissão, mas conta que quer fazer uma faculdade: “O meu dom é o de vendas. Quero fazer engenharia ou alguma coisa ligada a vendas mesmo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-117077190566820605?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/117077190566820605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=117077190566820605' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117077190566820605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117077190566820605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2007/02/pequenas-sobreviventes-do-tempo.html' title='Pequenas sobreviventes do tempo'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-117042953984008470</id><published>2007-02-02T13:13:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T13:23:14.836-02:00</updated><title type='text'>"Vambora que essa porra vai cair!"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Relato de um famigerado final de semana de boatos e chuvas no Rio de Janeiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Por Carolina Peixe&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Enfim chegou o tão aguardado fim de semana do dia 23 de dezembro de 2006. Para os lojistas, a esperança de bons negócios logo no fim de semana que antecederia o Natal. Para os curiosos, a confirmação da &lt;a href="http://dafresta.blogspot.com/2006/12/o-seguro-morreu-de-velho.html"&gt;suspeita do desabamento do Shopping Tijuca&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Foi um final de semana carregado de chuvas de verão, aqueles típicos aguaceiros de parar a cidade, mas que duram, no máximo, duas horas. A queda de energia no shopping havia se tornado algo freqüente naquela semana. Mas agora era sexta-feira, dia 22 de dezembro, véspera do possível desabamento. Sendo assim, todo o cuidado é pouco. A cada queda de luz, crescia aquele burburinho, as pessoas se perguntando se aquilo tinha algo a ver com a tragédia prevista, olhares desconfiados para qualquer rachadura inocente encontrada nas paredes. Todo o cuidado é pouco.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Foi então que a luz caiu de vez no Shopping Tijuca. Primeiro, aquele breu total. A seguir, foram acionadas as luzes de emergência, que mal iluminavam os corredores. Pronto: era o que bastava para os freqüentadores do lugar desabafarem o medo que camuflavam há semanas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Dentro de uma loja de roupa feminina, havia apenas um cliente: um homem que entrara para comprar uma agenda para a esposa. A sub-gerente da loja o atendia quando faltou luz. Lá de cima, no estoque, pôde-se ouvir os gritos de desespero da gerente e de uma das vendedoras. O ar condicionado da loja havia desarmado e, com isso, fez-se um estrondo pavoroso. A vendedora, assustada, arriscou descer a escada de metal que levava ao salão. Foi aí que passou a gritar ainda mais, pois alegava estar levando vários choques provindos da própria escada. Quando finalmente conseguiu chegar ao destino desejado, ela agarrou sua bolsa como quem agarra uma criança em apuros, volta-se para o homem, ainda sendo atendido normalmente pela sub-gerente, e lhe recomenda com vigor: “Vambora que essa porra vai cair!”. E assim dispara a correr em direção à porta. Metade das vendedoras não contêm o riso e a outra metade corre para segui-la, afinal, todo o cuidado é pouco. A sub-gerente,que não queria perder a venda, tenta acalmar o único cliente da loja, agora pasmo e aterrorizado.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O incidente no shopping era só o que faltava para o dia 23 ficar ainda pior para quem dependia de comissão nesse Natal. O sábado no shopping Tijuca amanheceu vazio e assim permaneceu até o último minuto de se fechar as portas. As lojas tentavam animar suas vendedoras colocando músicas de funk carioca para “levantar o astral”, mas a preguiça foi inevitável. Quem passava em qualquer andar via vendedoras sentadas no chão, vendedoras alisando seus cabelos, todas colocando várias conversas em dia. Não havia quase ninguém para atender, quase nada a fazer. Era sentar e esperar os corajosos, aqueles poucos tijucanos que não ligavam para o tal boato. O resto da Tijuca preferiu não arriscar. Afinal, todo o cuidado é pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-117042953984008470?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/117042953984008470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=117042953984008470' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117042953984008470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117042953984008470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2007/02/vambora-que-essa-porra-vai-cair.html' title='&quot;Vambora que essa porra vai cair!&quot;'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-117017225875421644</id><published>2007-01-30T13:38:00.000-02:00</published><updated>2007-01-30T14:04:39.230-02:00</updated><title type='text'>Um teclado, uma tela e muito amor pra dar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Diante da dificuldade que é encontrar a tão sonhada cara-metade, resolvi testar os sites de relacionamento para conferir de perto como funcionam os encontros virtuais. Quem sabe está aí uma boa opção?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Por Giuliana Ciminelli&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Munida de minhas armas, as duas mãos que Deus me deu e a internet banda larga que algum outro santo inventou, fui à caça. A primeira tarefa é preencher o perfil que existe nesses sites. Há perguntas sobre tudo. Orientação sexual, idade, endereço, o que faz da vida, quanto ganha por mês, o que gosta de fazer nas horas vagas, altura, peso, cor dos olhos, cabelos, cachorros, papagaios e periquitos. E não pára aí: você ainda tem que elaborar um relatório altamente minucioso sobre o tipo de pessoa que procura. Mas, uma coisa não há como negar: a parte mais importante deste extenso perfil é a foto!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nas primeiras 72 horas, meu perfil ainda estava sem ela e era visto por apenas 20 pessoas. Porém, depois que a foto foi aceita pelo site (as imagens são analisadas para conferir se não há o que eles chamam de “conteúdo impróprio”), como por um passe de mágica, o número de visitas simplesmente dobrou. Prova de que Vinicius de Moraes sabia muito bem o que se passava na mente masculina quando pediu desculpas às feias e reafirmou a importância da maldita beleza. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Depois de analisarem quem é você, ou pelo menos o que você diz ser, os interessados podem enviar um correio eletrônico ou, se os dois estiverem online, chamá-la para uma conversa de mensagens instantâneas. É aí que começam as bizarrices. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O primeiro a me escrever era um homem de 31 anos, solteiro, profissional de informática e que afirmava estar em busca de relacionamento sério e duradouro com uma mulher interessante. Deixou até telefone celular para contato. Sua descrição física era digna de um Richard Gere: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Um estilo próprio, fashion e também garotão, rs!!! Creio ter um corpo legal, não sou saradão, porém tenho o meu charme. Sou claro, minha origem é italiana. Gosto do meu rosto e tórax. Procuro me tratar, curto moda e pratico esportes. Cuido da pele e dos cabelos, sem exageros. Estou bronzeado no verão e gosto de um perfume marcante. E aí, que tal me conhecer ao vivo?!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O próximo da lista faz parte de um grupo sempre presente em sites de encontros: o dos casados. Auto-intitulado gato-casado-especial, pai de dois filhos, casado há oito anos não prometia mundos nem fundos, mas apenas momentos de diversão. “Pretendo continuar no meu casamento. Não quero atrapalhar a vida de ninguém e não quero que atrapalhem a minha vida”, diz ele. Conversamos durante alguns minutos por mensagens instantâneas. Com humor refinado, ele chegou a desconfiar da minha intenção. “Você é jornalista, é?”, indagou.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Obviamente desconversei e esperei o momento certo para fazer a pergunta crucial: o que um homem casado faz na internet à procura de outras mulheres? Ele, sem mais-palavras, respondeu o que todos respondem.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- A rotina é uma praga que acaba com qualquer casamento. Adoro minha família, mas confesso que o casamento anda muito chatinho, entende?!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Tentei arrancar mais detalhes sobre os problemas conjugais, mas ele afirmou que só me contaria pessoalmente e aproveitou para fazer um convite para um almoço. Ficou para uma próxima oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Além dos pretensiosos e os compromissados, você também encontra com facilidade o time dos mala-sem-alça. Verdadeiras maletas que, em cinco minutos de conversa, juram que vão te amar pela vida inteira, dar casa, comida, roupa cara e lavada. &lt;em&gt;Cariocaromantico_23&lt;/em&gt; era um desses. O moço, de 33 anos, advogado, e morador da tradicional Copacabana me alugou durante uma hora. Implorou pelos meus telefones, queria me encontrar àquela hora. Me fez jurar três vezes que ligaria para ele. E, para finalizar, mandou uma mensagem que jamais vou esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Se acreditar em destino, me ligue. Se não acreditar em destino, me ligue mesmo assim!&lt;/strong&gt; – afirmou em tom de apelo desesperado&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas o que é irritante de verdade são as frases e expressões repetidas. Quase todos são “de bem com a vida” e estão “à procura de bons momentos”. Há os que nem mesmo se dão conta de já terem lhe enviado uma mensagem, e mandam mais uma vez e-xa-ta-men-te o mesmo texto. É o caso de &lt;em&gt;Lover-from-miami&lt;/em&gt;. Executivo americano, 32 anos, diz que busca namoradas pela internet por causa da vida atarefada. Imagino que, com tantos compromissos, ele tenha preferido preparar uma declaração de amor “padrão”.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Eu vi seu anuncio &lt;em&gt;no&lt;/em&gt; internet e pensei que eu iria dar uma oportunidade para te &lt;em&gt;escriver&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Voce e muita linda&lt;/em&gt; e eu sei que &lt;em&gt;voce ja&lt;/em&gt; recebe muitos &lt;em&gt;emailes&lt;/em&gt;. Mas eu acho que você sabe que a qualidade &lt;em&gt;e &lt;/em&gt;mais importante do que a quantidade. &lt;/strong&gt;-afirma ele, que ressalta não ter histórico de problemas mentais, alcoolismo nem de uso de drogas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas há também os objetivos e que vão direto ao ponto. Estes, em via de regra, estão apenas interessados em sexo. &lt;em&gt;Mago409&lt;/em&gt;, 46 anos, 1,76 metros de altura, 73 quilos, e que agora está sem barba, se diz muito sincero. Já na segunda linha da mensagem, afirma gostar muito de fazer sexo e em qualquer lugar, seja “...na praia, mato, carro, na rua, festa, show, lugares públicos, etc.”&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Entre os mais tarados, tem também os contadores de história. &lt;em&gt;Gatao-meiaidade&lt;/em&gt; me escreveu um relato sobre uma de suas experiências sexuais. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- Nota-se que é bem esperta e inteligente! Sei que estou bem acima da idade que deseja porém, sou praticante do KAMA SUTRA há 20 anos e rara são as vezes que consigo encontrar alguém que deseja fazer AMOR usando as técnicas do kama sutra. Há duas semanas atrás, sai com uma menina de 24 anos. (...) Na realidade, ela estava esperando o noivo dela e eu, tomava meu choppinho preto e comia mexilhões e estava na minha! Como percebi que ela estava agitada, perguntei se não queria me acompanhar no chopp e ficamos conversando até que percebemos, que o cara não ia chegar então saimos e fomos para praia da Barra e no final acabamos na cama.(...) O que quero lhe dizer com esta história é que a idade, neste sentido, não interfere em nada até porque, quando temos alguém que seja compatível e gosta de fazer sexo em forma de prazer, isto só faz bem tanto para saúde como forma também de terapia. (...) Um beijo e uma mordiscada na pontinha do lóbulo de sua orelhinha! Fique com DEUS!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;--&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Depois de tudo isso, não deu para encontrar a “metade da laranja”. Mas, pelo menos, boas risadas essa aventura rendeu! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-117017225875421644?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/117017225875421644/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=117017225875421644' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117017225875421644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117017225875421644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2007/01/um-teclado-uma-tela-e-muito-amor-pra.html' title='Um teclado, uma tela e muito amor pra dar'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-117008511813277330</id><published>2007-01-29T13:35:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T13:38:38.143-02:00</updated><title type='text'>Joy Garrido: “Uma boa atmosfera pode ser criada com poucos recursos”</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por Rafael Brito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joy Garrido é uma arquiteta reconhecida nacionalmente. Formada pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, ela trabalha há 20 anos atuando principalmente na área de interiores, tendo realizado inúmeros projetos não só em residências, mas também nos setores comercial, de educação e saúde.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também teve a oportunidade de realizar, recentemente, um projeto de modificação de uso de um hotel para apartamento com serviços. É presença constante nos principais eventos na área de decoração nos principais eventos na área de decoração do país, como Casa Cor, Metro Design, Mostra Artefacto, além de exposições no Rio Design Barra e Leblon e ainda no Fashion Rio, no Museu de Arte Moderna (MAM), onde tem realizado há dois anos o lounge do Jornal do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vamos conhecer um pouco mais sobre a carreira desta profissional, que garante ser necessário apenas um pouco de sensibilidade para transformar um ambiente em um lugar harmonioso e equilibrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Além de participar de grandes eventos de decoração, você também dá paletras em diversas universidades...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; Nos últimos, tenho atuado muito no meio acadêmico, oferecendo palestras, além de dar aulas de Pós-Graduação na Universidade Estácio de Sá e no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). O que não deixa de ser bastante importante para a minha carreira, pois é a chance que eu tenho de estar em contato com os jovens, além de trocar idéias e aprender muito com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seu nome não é só conhecido na área residencial, mas também em outros setores, certo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; Na área de Saúde, atuo há cinco anos com projetos de reformas do INCA (Instituto Nacional do Câncer), me tornando também a responsável pela mudança do Hospital Samaratino. Lá, executei os projetos da Capela Ecumênica, da recepção, do CTI, da Unidade Coronariana, do quatro pavimentos de Internação (Hotelaria) e demais áreas. Sem falar também nos meus projetos para a Clínicas São Vicente, onde idealizei o Centro de Medicina Integrada (chefiado pelo Dr Sergio Abramoff) e a Clínica Huntington de Reprodução Humana, em Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trabalhar com a harmonia desses ambientes, considerados feios e tristes, é um desafio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; Sem dúvida, é um desafio enorme proporcional às pessoas que estão passando por problemas de saúde – geralmente, deprimidas – um pouco de beleza de interiores dando-lhes um alento ao seu sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual foi o evento de decoração mais marcante da sua carreira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joy: Geralmente, é sempre o último, pois o que eu acabo de participar é aquele que mais me mobiliza. Neste caso, o Casa Cor 2005, onde idealizei o ambiente “SPA em Casa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais seriam os primeiros passos para projetar a nossa casa, de forma que se torne o nosso espaço de relaxamento e lazer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; O item primordial é conhecer bem o cliente e tentar compreender quais são os seus desejos e carências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível criar um ambiente confortável com residências muito simples ou construídas no improviso, como em barracos dentro de favelas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; Sim, é claro. Não depende de fatores econômicos. Claro que ajuda, mas não é fundamental. Uma boa atmosfera pode ser criada com poucos recursos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há quem diga que animais são componentes essenciais para a harmonia do nosso lar...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joy: É muito saudável o convívio com os animais domésticos, mas diria que é essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os cuidados básicos que devemos ter para que o nosso lar se torne um ambiente acolhedor?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; Deve-se, antes de tudo, amar muito a nossa casa e tratá-la com muito carinho, pois dessa forma ela automaticamente nos devolverá harmonia e bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A televisão no quarto de um casal é um elemento negativo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; Não é um elemento agregador. Não recomendo. Mas não precisa ir ao pé da letra  e chegar ao ponto de impedir que se coloque a TV no quarto de um casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você pensa sobre a idéia do “loft”, um local mais informal com menos paredes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joy:&lt;/strong&gt; Acho muito positiva. Tenho procurado adotar esse conceito nos meus projetos atuais. O resultado sempre é de mais amplitude;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são os seus projetos mais futuros?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joy: Se Deus quiser, um hotel!&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-117008511813277330?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/117008511813277330/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=117008511813277330' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117008511813277330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/117008511813277330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2007/01/joy-garrido-uma-boa-atmosfera-pode-ser.html' title='Joy Garrido: “Uma boa atmosfera pode ser criada com poucos recursos”'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116998957932724556</id><published>2007-01-28T10:56:00.000-02:00</published><updated>2007-02-01T13:21:26.426-02:00</updated><title type='text'>Entrevista com Wilson das Neves</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/68054/wilson.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/580012/wilson.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;2007&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;em&gt;Por Yana Vale, do Rio de Janeiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fui orientada que uma Entrevista Ping-Pong era para ser rápida. Quinze minutos, no máximo, era tempo suficiente de conseguir respostas para as poucas perguntas que estavam digitadas no papel. Claro, me preparei. Não ia levar nada rabiscado parecendo um hieróglifo com a caneta que tinha acabado de comprar no trem. E o senso do perfeccionismo virginiano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um terno azul “À La Roberto Carlos com TOC no Especial de Fim de Ano da Rede Globo” e sob um sol escaldante, lá estava eu à procura da casa do “Seu Das Neves”. Para uma jovem sambista de Padre Miguel que foi estudar Jornalismo, ter a oportunidade de entrevistar o instrumentista, cantor e compositor Wilson Das Neves é muita responsabilidade, por isso checava a todo instante dentro do táxi se as perguntas estavam, no mínimo, perfeitas. E ainda não era o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das Neves tem no currículo trabalhos com Clara Nunes, Elizeth Cardoso, Elza Soares, Alcione, Beth Carvalho, Eumir Deodato e ainda apresentações com Elis Regina no Olympia de Paris, e ao lado do maestro Copinha no Cassino Monte Carlo. O baterista oficial de Chico Buarque tem recebido críticas positivas pela sua atuação na turnê Carioca que marca a volta aos palcos do compositor de “Morena de Angola” depois de sete anos afastado. Wilson e Chico fazem um dueto na música “Grande Hotel”. Eu?! Nervosa? E o dinheiro gasto nas aulas de Yoga? C-o-n-c-e-n-t-r-a-ç-ã-o... M-a-n-t-r-a-s... P-e-n-s-a-m-e-n-t-o f-o-c-a-d-o n-o a-z-u-l p-a-r-a a-l-i-v-i-a-r a-s t-e-n-s-õ-e-s... Opa! Azul é a cor do meu terno! E só estou com ele porque vou entrevistar... Ai... O Wilson Das Neves. Eu já estava esquecendo... Quase consegui. Controle da respiração e da ansiedade por R$ 100, ao mês... Sei... Isso está mais para um golpe “made in Bangladesh”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos de um mês para o Carnaval e dançando ao som do DVD Gafieira de Zeca Pagodinho, comecei a refletir sobre as peculiaridades entre samba enredo e samba de raiz, precisamente na música “Beija-me”. Seriam cinco perguntas objetivas em um quarto de hora. Mas não resisti. Desculpe, o bate-papo foi mais forte que eu. Nas próximas linhas vocês vão saber o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais as diferenças entre samba enredo e samba de raiz?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WILSON DAS NEVES:&lt;/strong&gt; Bom, eu posso te explicar o seguinte. Há duas diferenças até de samba enredo. Porque o samba enredo há anos atrás se tinha o título do enredo. Por exemplo, Dom João VI. Então o compositor ia ter que buscar a história de Dom João VI para escrever. Hoje é diferente. Hoje o samba enredo eles lhe dão uma sinopse, então você tem que contar aquilo que eles querem que você conte. Até o samba tem que seguir aquela norma da sinopse. Que são os quadros que estão apresentando. Então, já aí existe uma diferença de samba enredo para samba enredo. E samba de raiz é o samba comum. Samba de raiz pra mim é o samba comum. Bem feito, lógico. Cartola e Guilherme de Brito, Nelson Cavaquinho, Sinhô... Vem de lá. É tudo raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esse pessoal novo como Dudu Nobre pode ser considerado sambista de raiz?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; É o pedaço da raiz que vai continuar nascer, vai ficando. Samba de raiz pra mim é o samba bom, é a música brasileira. Não importa onde ela é feita e como é feita. Se ela é boa, é uma música de raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe uma diferença técnica na composição de um samba enredo e um samba de raiz?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; O samba enredo atualmente você tem que contar aquela história e o samba de raiz você é livre. Você tem o seu pensamento, você faz uma melodia, o parceiro põe uma letra, ou então você faz melodia e letra. Tudo isso vem de repente. Já é uma coisa descompromissada. Samba enredo tem compromisso com a história. E no samba comum que eles falam samba de raiz você não tem compromisso com nada. Você fala o que dá na sua imaginação. Aí é a imaginação do poeta, a parte poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é o passo-a-passo para a criação de um samba enredo e um samba de raiz?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Você senta com a intenção de fazer aquela história do samba enredo, seguindo aquela sinopse. Você tem um compromisso, você não pode falar uma coisa antes da outra, você tem que contar a história diferente dos que contaram antigamente. Você conta de acordo com o que está acontecendo na Avenida. E o samba comum não. É um descompromisso. Você se inspira e vem a inspiração do poeta com o músico. Eu tenho parceiros que fazem a música juntos, outros dão a melodia e ele banha a letra. Eu faço assim. Às vezes pego letra para botar melodia. E eu não tenho uma opinião formada. Agora, o samba enredo atualmente tem. Você tem que falar aquilo que eles querem que você fale. Senão, não interessa. Não adianta. Senão, você foge. Tem que falar de acordo com o que está acontecendo. Os quatro primeiros que vêm na frente, que vêm no meio... É um compromisso. Samba de raiz que eles chamam não tem compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É pura inspiração?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Pura inspiração. Tem gente que fala de coisas engraçadas. Aí é outra história. Aquela humorística, a parte de crítica, de charge que eles fazem nos sambas. Mas não tem uma concepção. Quando é samba de raiz que se diz, é assim: ele pinta, ele nasce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a origem do samba enredo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; A origem do samba enredo é aquilo, você tinha que contar uma história. No princípio das escolas de samba faziam um samba e todo mundo ia naquela. Como são os blocos hoje. Depois começou a se pensar a homenagear uma figura. Já se tem que fazer um samba para aquela figura. É a tal época que o compositor tinha que ir à Biblioteca Nacional procurar livros para ver a história e tal. A coisa foi evoluindo e hoje você tem que contar o que está acontecendo. Essa é a origem. Você tinha que contar a história, falar do enredo. Antigamente se fazia um samba e o enredo era de acordo com o samba. Agora a coisa mudou. O enredo era feito pelo samba. Eles apresentavam o samba antes de pintar esse esquema de processos decisivos de mudar, de homenagear uma figura, homenagear quem... Aliás, tem muita gente até que nem merece ser homenageado e “tá” sendo. Quando se legalizou a escola de samba, a função da escola de samba era cultura. Getulio Vargas que deixou. O presidente é que liberou isso, mas com aquela condição: Tinha que falar da História do Brasil. E ele liberou com essa condição. Fizeram lei e tal. A escola de samba é obrigada a falar da História do Brasil que é para educar o povo. Mas depois foi mudando. Hoje você homenageia qualquer coisa... O Egito, não sei o quê... que não tem nada a ver com a gente. Mas tudo é cultura. Se fizer um bom Carnaval com tudo explicadinho para que as pessoas entendam, “tá” valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então o senhor está dizendo que o samba enredo hoje tem uma participação &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;secundária em relação à antigamente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Não, não é secundária. É acompanhar a época. E quem não fizer assim, não vai adiantar nada. Não adianta você ter sambas belíssimos que se tinha antigamente. Qual é a sua escola de samba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mocidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Duvido você cantar o samba de três anos atrás. Você não lembra mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lembro de 1985, Ziriguindum 2001.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Mas aí é aquele negócio. A Escola é campeã, fica na idéia. É isso é que fica. Só os campeões. Os outros você não sabe. Agora antigamente não. Você cantava, lembrava... Você veja bem que o que faz sucesso com música de samba enredo são os antigos. Vai cantar Silas de Oliveira, vai cantar Monarco, vai cantar Paderinho da Mangueira, vai cantar essa gente. Porque os atuais você esquece. É descartável, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que o senhor acha dessa repetição de sambas enredo nos Carnavais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Eu acho que a coisa “tá” muito parecida. Se você pegar um samba de determinada Escola, se você cantar o do ano passado um entra por dentro do outro e tudo fica a mesma coisa, parecido. Mas é a força das circunstâncias. Não tem saída. O negócio é fazer samba pequeno com um refrão forte, aí conta um pedacinho... O negócio é o refrão que levanta a Avenida. Tudo está entrando em função de alguma coisa e “tá” perdendo... A liberdade de Escola de Samba era uma coisa! Você ia mostrar, você não deixava nem eles verem o barracão que era para poder fazer uma surpresa. Então o negócio hoje é tudo comércio. Só quem não ganha dinheiro é o sambista que paga pra sair. Pouca roupa... E todo mundo ganha. “Tá” certo! Virou casa de negócio, mas daqui a pouco o componente também vai querer. E aí? A bateria, não sei quê também quer dinheiro e como é que faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É um problema que as Escolas têm que parar pra pensar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; É lógico! Eles estão indo para um caminho “brabo”. É profissionalização. Se é profissionalização, assina minha Carteira e me dá no fim do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por enquanto essas pessoas que não recebem nada desfilam por amor à Escola, à camisa...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Lógico, mas isso vai mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como surgiu e gerou o samba de raiz?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; É o samba comum, é o samba que vem lá do Lundu, aquelas coisas antigas... Depois veio o choro, o samba... Tudo é História do Brasil. Ninguém sabe. No fundo, no fundo apareceu trazido o ritmo. Porque o ritmo que define o que você está tocando. Você olha para o ritmo da música e você sabe se é samba, se é valsa, se é choro, se é frevo... Também o ritmo veio da África. E o samba tem muito a ver. Inclusive em Angola tem o “semba” que é parecido com o samba. Trouxeram pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nós importamos essa canção.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Como importamos a harmonia. Você importa o ritmo da África e a melodia e harmonia da Europa. As valsas, aquelas coisas... Mas o ritmo quem fez foi a África, que virou samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a importância do samba enredo e do samba de raiz para o Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Se ele contar uma história verdadeira, brasileira, que sirva de cultura já é muito importante. Que fique pra história! Porque esses sambas descartáveis, “Lê-lê-lê, Lá-lá-lá, Não sei o quê” não adianta não! Na minha opinião, eu acho que música é cultura. Você tem que falar o que você pensa. Você fala através da sua música. Tanto na letra como na melodia. Uma coisa casa com a outra e acaba virando uma história. Essa é a importância de ficar, né? Não é música descartável. Eu não vou falar o nome de artista nenhum aqui, mas é aquele negócio... Tem uns negócios aí que é fora de propósito e você é obrigado a ouvir. Mas, música é música... E a importância é virar história. Você pode falar no “Carinhoso” a vida inteira, do Pixinguinha. Vai falar em “As Rosas Não Falam” do Cartola a vida inteira por quê? Porque ela diz muita coisa e vale para a História e vale pra botar em livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe uma diferença entre tom, cadência, harmonia na hora de compor um samba?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Eu vou dizer por mim, quando vem (inspiração), vem a melodia, vem o andamento, vem a harmonia tudo junto da cabeça de quem compõe. Não é uma coisa diferente. Você falou em cadência e eu pensei na cadência das Escolas de Samba. Também posso falar “tá” correndo muito. Os sambas estão virando marcha. Eles estão misturando o deslocamento com o andamento. Então pra levar a Escola rápido tem que correr muito. Isso é a cadência. Mas de música quando vem, vem toda. Quem faz música é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem faz música então já tem ela na cabeça?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Ela vem de repente. Eu acredito que venha de repente sim. Eu, por exemplo, as minhas melodias quando pintam na minha cabeça, eu pego um gravador e boto. Depois é que eu vou ouvir com calma pra ver, pra ajeitar e tal. Pintou uma melodia, me vejo assobiando alguma coisa, eu gravo. É assim. Tem parceiros que só fazem letra. Tem uns que fazem letra e música, mas tem gente que só faz melodia... O poeta começa a escrever e vem de repente. (...) Você tem que aprender alguma antes. Tem que se preparar para essa inspiração vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até pra incrementar esse processo...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;WN:&lt;/strong&gt; Lógico! Pra você evoluir junto. Porque a vida é um negócio que a gente não sabe... Não vou dar nome ao boi, mas fica perdido aquele compositor, coitado, lá do interior que não sabia ler e nem escrever, mas tinha arte de fazer música. Disse que fazia as letras, né? E não sabia como é que ia dizer, não sabia o que tinha na mão... “Tá” hoje aí. Mas ele continua fazendo sucesso. (risos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116998957932724556?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116998957932724556/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116998957932724556' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116998957932724556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116998957932724556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2007/01/entrevista-com-wilson-das-neves.html' title='Entrevista com Wilson das Neves'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116832918958118211</id><published>2007-01-09T05:06:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T06:10:52.670-02:00</updated><title type='text'>Dentro do engenho, fora do Engenhão</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Carolina Peixe,&lt;br /&gt;Carolina Silva e Patrícia Gomes&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.........&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/588826/eng_1.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/458436/eng_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;uase diariamente os jornais fazem uma cobertura sobre o Pan 2007. As matérias batem na mesma tecla: obras atrasadas. Uma delas é o “Engenhão”. Quem passa em determinado ponto da Linha Amarela já pode avistar duas imensas estruturas de ferro por cima do estádio. Ao ver a empreitada ainda longe de terminar, pode passar um friozinho na barriga - “será que vai ficar pronto?”. Mas se a pessoa que passa pela mesma Linha Amarela for um morador do Engenho de Dentro, a pergunta talvez seja: “Em que isso tudo vai dar?”. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fomos conferir, então, como esse bairro da Zona Norte carioca tem se comportado com a construção do que será o segundo maior estádio do Rio de Janeiro. Sem credenciais de jornalista, apenas uma carteira de estudante da FCS, visitamos o Engenho de Dentro. A verdade é que dependeríamos da receptividade dos moradores. Ponto para nós. Assim que chegamos, conhecemos seu Ferrer – “com três erres, dois no meio e um na ponta”, como ele faz questão de ressaltar. Seu Ferrer é diretor da Associação dos Aposentados e Pensionistas Ferroviários da Central do Brasil. Conversamos com ele na sede da associação. O lugar virou um canteiro de obras. À direita de quem entra, seis operários fazem buracos em volta de uma mangueira carregada. Esta área será transformada em um estacionamento, mas, por ora, os pedreiros cuidam do futuro encanamento do estádio. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E são muitos homens mesmo: mais de 1000, divididos em 32 equipes. Vêm de todos os lugares do Rio e de fora. “Tem muito baiano, olha um ali!”, aponta um dos operários, vestido com um macacão “laranja-César-Maia”, que os difere ao longe. Trabalham 10 horas por dia, de 7h30 às 17h30 e boa parte vem de trem. Eles dizem que o ritmo da obra foi acelerado recentemente e a previsão é de que o estádio esteja pronto em março.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Fogo na estação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/82618/eng_2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/107824/eng_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;em à frente, existe uma construção velha que abriga uma cozinha industrial e um refeitório. Nas panelas havia um grude, uma sobra de qualquer coisa que tinha sido deixada ali. A geladeira era azul clara e arredondada nas pontas, saída dos anos 50. Da janela da cozinha, uma vista privilegiada da obra, que parece começar exatamente daquele ponto. São tratores, escavadeiras, caminhões, todo esqueleto do estádio, terra revirada, lama e homens, muitos homens. Tudo ali no quintal da associação.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/818550/eng_6.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/919585/eng_6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Seu Ferrer nos falava da dúvida quanto à localização da nova sede, quando um transformador da estação de trem, que fica bem em frente, estourou. “Eu nunca vi isso acontecer”, disse amedrontado, nos aconselhando a sair de perto do fogaréu. O barulho era alto e inconstante e só parou quando cortaram a luz da estação. Passado o susto, o aposentado nos recomendou uma visita ao Sr Fraga, morador do conjunto habitacional no território contíguo ao estádio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;A polêmica do condomínio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/726387/eng_3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/432085/eng_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão seis prédios de três andares cada, a fachada é de pó de pedra e, à frente, há um pequeno jardim, mais ou menos florido, de acordo com a dedicação dos moradores. Sr Fraga mora logo no primeiro portão, mas ele não estava em casa. Em seu lugar, conversamos com dona Terezinha, sua esposa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É uma senhora de sorriso fácil, olhos bem azuis e cabelos brancos. Seu rosto redondo e sua roupa simples escondiam a vaidade de uma dona de casa de 59 anos que reza para se mudar do prédio onde mora para uma casa com piscina, “mesmo que seja de 500 litros. Só pra refrescar o calor”. Ela e seu Fraga são uns dos moradores mais antigos do condomínio dos ferroviários. Desde que a obra começou, o lugar está ameaçado de desapropriação para fazer parte do complexo do estádio. Dona Terezinha nos contou que embora nunca tenha havido um comunicado oficial da Prefeitura, alguns técnicos vieram aos apartamentos e fizeram medições. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Diante da possibilidade que se desenhava, a vizinhança ficou dividida. Uma comissão foi, então, formada pelos que eram contrários à desapropriação. Mesmo não sendo uma posição unânime entre os condôminos, foram até a Prefeitura e apresentaram um abaixo-assinado manifestando a vontade de alguns em ficar. Como dona Terezinha, muitos querem sair dali, “quase a maioria”, garante a dona de casa. Seu vizinho, Oséias Pereira, de 49 anos, com as mãos ainda sujas do carro que consertava, concordou com Dona Terezinha e disse que sua esposa gostaria muito de se mudar. Mas, o futuro do condomínio é ainda incerto, pois a desapropriação é possível até três meses antes do PAN.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;“Fiquei na parte nobre. A entrada das autoridades e da &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;imprensa fica aqui coladinha no meu portão”.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;D. Terezinha, moradora do conjunto habitacional.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O prédio nunca passou por uma reforma desde que foi entregue, pessoalmente, por Getúlio Vargas aos ferroviários. Somado a isso, os moradores vivem agora os transtornos dessa grande empreitada. A maioria das pessoas que entrevistamos também se queixa, do aumento de mosquitos, do barulho e da poeira, que deixa os quintais “brancos” todos os dias, e que faz a tristeza dos alérgicos, como Dona Terezinha. Ela teme que a movimentação nos dias de jogos vá transformar a frente do prédio em um estacionamento e seu portão em um mictório. A senhora nos revela também, o que fica claro nas fotos tiradas no local: ela se sente espremida pela construção. Aos fundos de todos os prédios desse entorno, pudemos ver os muros e por trás deles, tratores, guindastes e máquinas que se erguem logo ali, compondo um retrato que traduz bem o bairro nesse período de reforma para o PAN. A dona de casa, entretanto, não perde o senso de humor e diz que é uma privilegiada: “Fiquei na parte nobre. A entrada das autoridades e da imprensa fica aqui coladinha no meu portão”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Falta de segurança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/608223/eng_4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/906762/eng_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; unanimidade que não existe quanto à situação do condomínio, acontece quando o assunto é segurança. Todos os moradores que abordamos reclamam do aumento do número de assaltos na região ao redor do estádio. É o caso do Sr Wellington que, na manhã daquele feriado, caminhava pelo meio da rua com um saco de pães quentes. Foi ele quem nos abordou – de brincadeira, que fique claro - para 'pedir pedágio' das fotografias que tirávamos. De todos os transtornos causados pela obra, é a segurança sua queixa mais forte. “Até bolsa de supermercado estão roubando”, afirmou o bombeiro Carlos César. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/982007/eng_5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/140827/eng_5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Outra reclamação que Sr Wellington fez questão de ressaltar foi a desorganização da obra: “Interditam os dois lados da calçada ao mesmo tempo e a gente é obrigado a andar pela rua!”. A 100 metros de onde o encontramos, um imenso buraco ladeado por cavaletes ocupa boa parte do que era, há semanas, um largo cruzamento. Bem em frente à cratera, encontra-se o mercadinho da Nice, uma mulher de meia-idade que segurava seu neto no colo. Mas para ela a obra não causa muitos problemas, já que, “sempre vale a pena o transtorno porque acaba melhorando o bairro”. Contudo, é só tocar no assunto segurança que Dona Nice muda de opinião. Ela e o filho, Cândido Mendes, que também trabalha no estabelecimento, concordam que os assaltos na região aumentaram após as obras. E o próprio mercadinho já sofreu a ação dos bandidos. Em compensação, o movimento da loja aumentou, devido à presença dos trabalhadores na construção do estádio. Cândido Mendes ressalta, no entanto, que a melhor época para vender é agora: “Quando a obra acabar, só vai ter movimento em dias de evento”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Opiniões divididas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/713773/eng_7.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/400/290136/eng_7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dentre os comerciantes, há quem não veja a hora de deixar o bairro. É o caso de seu Álvaro, 78 anos, dono de um boteco situado do outro lado da linha do trem. Com uma atmosfera escura, o chão coberto por gastos ladrilhos vermelhos e prateleiras com cachaças de todos os tipos, seu Álvaro está passando o ponto por vinte mil reais com tudo dentro. “Só de mercadoria tem dez mil”, assegura o comerciante. No balcão onde fomos atendidas, jazia um pão com ovo frito ao lado de um prato com ovos cozidos e ainda duas meias lingüiças que pareciam estar ali desde que seu Álvaro chegou de Portugal. Ele alega que quer sair o quanto antes porque, com o Engenhão, “vai vir o que presta e o que não presta”. Mas da cozinha, uma senhora corpulenta, enxugando as mãos, disse: “Não, queridas, ele quer é se aposentar mesmo. Já tá cansado”. Era Dona Marlene, que desmentia o marido. No fundo, no fundo, o casal crê que a obra trará melhorias para o bairro, mas não querem ficar ali para ver. Esta sensação de melhoria é compartilhada por cada um dos moradores que conversamos. Até o padre da paróquia acredita nisso. Sua igreja já completou 70 anos e, com a obra, acredita que o número de fiéis vá aumentar. Assim, pleiteia uma reforma da fachada na prefeitura.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/20029/eng_8.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/200/897747/eng_8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;.............&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;“Vai vir o que presta e o que não presta.”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Seu Álvaro, dono de bar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.........................&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;................................................&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/791286/eng_9.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/951913/eng_9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Alheio a toda esta movimentação está seu Manoel, comerciante aposentado, 90 anos, um dos patriarcas do bairro. Ele mora no terceiro andar de um prédio de esquina que ele mesmo construiu, no quarteirão em frente ao estádio. O edifício fica sobre um botequim e um pet shop, que ocupam hoje o espaço onde era o seu armazém. O estabelecimento levava o nome de sua santa de devoção e o apelido que até hoje o acompanha: Santa Rita. Ele quase não sai de seu apartamento e, a princípio, não queria descer, tampouco nos deixava subir. A impressão de mau acolhimento se desfez com o primeiro sorriso de um senhor de cabeça branca, que se escorava na porta por conta de uma dor nos joelhos. Seu Santa Rita não se importa muito com a obra que acontece ali, do outro lado da rua. O incômodo mesmo vem do cheiro e dos latidos dos cães do inquilino. Sua história de vida, todavia, se confunde com a do Engenho de Dentro e deu insumos que tornaram esta matéria possível. Seu Manoel Santa Rita, no entanto, é outra história.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116832918958118211?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116832918958118211/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116832918958118211' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116832918958118211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116832918958118211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2007/01/dentro-do-engenho-fora-do-engenho.html' title='Dentro do engenho, fora do Engenhão'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116748425242283698</id><published>2006-12-30T11:01:00.000-02:00</published><updated>2006-12-30T11:13:47.696-02:00</updated><title type='text'>De olho no Arpoador</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/253048/arpoador2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/400/107167/arpoador2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Projeto de revitalização prevê instalação de câmeras de segurança em diversos pontos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;por Rafael Fontes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No verão, o Arpoador estará de câmera nova. Ou melhor, oito. Espalhadas ao longo da praia e das proximidades do Parque Garota de Ipanema, elas vão ajudar na segurança e servir de fonte de informação para banhistas e surfistas checarem as condições do mar antes do mergulho. As imagens poderão ser vistas pela Internet. A previsão é que o sistema esteja em pleno funcionamento após o Carnaval. A novidade é apenas uma parte do projeto de revitalização do Arpoador, criado pelo publicitário Klaus Benecke Rabello e apresentado à Prefeitura do Rio. Estimada em R$ 2,5 milhões, a iniciativa deve beneficiar 3 mil pessoas que circulam diariamente pelo local.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vegetação original de restinga já está sendo replantada na área da pedra. Um jardineiro cuida do local três vezes por semana. Oficinas gratuitas de ioga já acontecem e outras, de capoeira, tai-chi-chuan e inclusão digital, estão sendo organizadas. Também se pretende fazer shows de MPB e Bossa Nova dentro do Garota de Ipanema, a partir do ano que vem. "Queremos uma ocupação produtiva daquela parte da cidade", explica Klaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O publicitário agora busca parcerias e autorizações do poder público para fazer obras como a reforma da pista de skate, a troca do saibro da praça e a colocação de grade em volta do parque. Para o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, ações de revitalização são importantes. Ele destaca, porém, que é preciso cuidar da estrutura antes de realizar outras atividades. "O local tem potencial turístico e uma bela vista, mas não há iluminação nem segurança para receber as pessoas", criticou. Por isso, as câmeras estarão ligadas a computadores do 23º BPM (Leblon).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Moradores e freqüentadores do Arpoador, como o músico Oswaldo Montenegro, aprovaram as novidades. "Em princípio, a idéia de revitalizar é boa. É válida qualquer idéia que movimente culturalmente o Arpoador e a cidade como um todo", destacou. O subprefeito da Zona Sul, Mario Felippo, diz que vê o projeto com bons olhos, mas avisa que algumas propostas ainda estão sendo analisadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116748425242283698?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116748425242283698/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116748425242283698' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116748425242283698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116748425242283698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/de-olho-no-arpoador.html' title='De olho no Arpoador'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116732087270485670</id><published>2006-12-28T13:37:00.004-02:00</published><updated>2006-12-28T21:39:21.246-02:00</updated><title type='text'>Sem medo do ciberespaço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.academia.org.br"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/400/350835/abl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Veja como a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Academia Brasileira de Letras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; aumentou o número de acessos em seu site.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.academia.org.br"&gt;www.academia.org.br&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;por Yana Vale&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; passado e a tradição sempre foram os estigmas que a Academia Brasileira de Letras carregava com todo orgulho. Desde a sua fundação no final do século XVIII, a ABL mantinha uma postura arcaica e reticente aos bites e bytes. Até que Austregésilo de Athayde, presidente da instituição na época, resolveu tirar fotos sentado em frente ao computador...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do primeiro banco de dados criado em 1986 ao primeiro site, a Academia ainda não havia conseguido se desvencilhar da imagem de um bando de velhinhos que só se reunia para tomar chá toda quinta-feira, pontualmente às cinco da tarde. A chegada da diretoria atual quebrou esses paradigmas. A estrutura física se modernizou e as novas tecnologias foram convidadas a entrar no lugar onde está a "elite do pensamento". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira realização foi renovar o portal que parecia adepto à fase depressiva de Machado de Assis quando perdeu Carolina. Para a tarefa, um jovem-executivo de 25 anos defendendo a idéia de um trabalho mais clean, interativo e dinâmico, que apresentasse ferramentas que prendessem o internauta no site por mais tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;A aprovação veio imediata com o &lt;em&gt;downsizing&lt;/em&gt; da versão anterior do site. Desses escombros virtuais, o único sobrevivente foi o conteúdo. Enfim, a Academia Brasileira de Letras provou que sua fobia pelos avanços das ferramentas do ciberespaço ficou para trás, junto com a pena, o tinteiro e aquela impressão fria e sisuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, o acadêmico e secretário de educação do Estado, Arnaldo Niskier, confessou ao Jornal do Commercio (RJ) que estava encantado com o mundo cibernético no qual a Academia estava inserida. Ode à parte, a culpa é exclusiva do pernambucano Marcos Vilaça que está à frente da ABL e adotou mudanças radicais. Em função da gestão marcada pelo investimento maciço na tecnologia da informação, o acadêmico foi reeleito para continuar seu trabalho em 2007. Perguntado sobre a funcionabilidade do novo portal da ABL, Vilaça foi taxativo: "A academia passa a ter intimidade com a internet. A página anterior era inflexível, agora é um elemento provocador".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A Academia hoje dispõe da mais moderna biblioteca inteligente do Brasil, com os seus valiosos 55 mil volumes cadastrados em fonte eletrônica, trabalha com tecnologias HTML, CSS, Ájax, ASP, CGI Lua e Flash, faz transmissões, seminários, posses e conferências ao vivo. Para tudo isso ser considerado normal na instituição, o presidente depositou sua confiança em um jovem executivo de apenas 25 anos. Raphael Pinheiro tinha nas mãos a difícil tarefa de coordenar a contrução do novo portal e fazer com que ele interagisse mais com o público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"O desenvolvimento se baseou na apresentação de um portal sóbrio e formal com a oferta de ferramentas atraentes como a consulta de verbetes e palavras para averiguar se elas estão ou não registradas na língua portuguesa."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Raphael Pinheiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;coordenador executivo do site&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"A ABL remoçou, nos últimos anos, com a sua adesão aos sites, internet, videoconferências, satélite, como se vivesse em outro planeta, impossível de prever no início dos seus 110 anos de vida."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Niskier&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;secretário de educação do Estado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Ah, se Machado fosse vivo...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O dinamismo do portal trouxe a abertura de canais como a transmissão simultânea das atividades e cerimônias de posse de novos acadêmicos. Sem contar, eventos de recitais e seminários que o internauta pode assistir em tempo real. De acordo com o coordenador executivo, as seções que recebem maior número de acessos são as reproduções em três dimensões das dependências do prédio, com informações sobre peças e obras bibliográficas em estantes - a exemplo da tecnologia utilizada em sites internacionais como Museu do Louvre que opera um sistema responsável pela reprodução de um ambiente fiel à realidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"O desenvolvimento se baseou na apresentação de um portal sóbrio e formal com a oferta de ferramentas atraentes como a consulta de verbetes e palavras para averiguar se elas estão ou não registradas na língua portuguesa." – afirma Pinheiro lembrando que os visitantes têm acesso aos livros disponíveis na biblioteca e podem fazer reservas on line.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116732087270485670?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116732087270485670/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116732087270485670' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116732087270485670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116732087270485670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/sem-medo-do-ciberespao.html' title='Sem medo do ciberespaço'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116718403650099806</id><published>2006-12-26T23:37:00.000-02:00</published><updated>2006-12-27T00:00:23.363-02:00</updated><title type='text'>Todas as Saudades</title><content type='html'>Compartilhar as saudades, ou aquelas que descobrimos por aí. Essa é a idéia básica. Portanto, fiquem atentos a depoimentos, fotos ou vídeos que conseguirem, todos serão bem vindos neste projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cara, coloco o trabalho magnífico produzido e realizado pelas alunas &lt;em&gt;Ana Carolina Rodrigues, Camila Dantas, Luciana D´Aulizio e Zaira Brilhante&lt;/em&gt;, no ano passado.&lt;br /&gt;Foi dividido em três partes e reune experiências muito bonitas sobre a saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais chama a atenção neste trabalho é que ele foi todo realizado com câmeras fotográficas digitais. O que mostra que hoje em dia não é preciso mais ter equipamento bom para contar uma história. Basta ter uma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UR-wFuJjcOs" width="600" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 2&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jTvcr-BmoYM" width="600" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 3&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BsHlHnIIbuw" width="600" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser enviar seu trabalho, o email é &lt;a href="mailto:pennafabio@gmail.com"&gt;pennafabio@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não couber no email, mande um email pedindo o MSN.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116718403650099806?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116718403650099806/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116718403650099806' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116718403650099806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116718403650099806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/todas-as-saudades.html' title='Todas as Saudades'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116684209056771679</id><published>2006-12-23T00:46:00.000-02:00</published><updated>2006-12-23T00:48:10.576-02:00</updated><title type='text'>Corrida contra o tempo</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Giuliana Ciminelli&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos perfeitamente torneados em alguns poucos meses de esforço. É com isso que sonha a maioria das pessoas que nessa época do ano lota as academias por toda a cidade. Musculação, sppining, ginástica localizada são apenas algumas opções para aqueles que não têm mais tempo a perder. O padrão estético da temporada exige cuidados com o corpo. Quando os termômetros da cidade começam a marcar as altas temperaturas da estação, está dada a largada a uma verdadeira corrida contra o tempo. O professor e coordenador da academia Pro-Forma, na Tijuca, Eduardo Monteiro, estima que somente em novembro o número de alunos matriculados no estabelecimento tenha aumentado em 30%. "Tem gente de todas as idades procurando por nossos serviços nessa época do ano" – afirma Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge, então, a primeira dúvida: qual ou quais modalidades esportivas emagrecem mais e em pouco tempo? A resposta não é tão simples quanto parece. Somente um trabalho conjunto entre um nutricionista, um médico e um profissional de educação física poderá realmente avaliar o que é adequado a cada tipo de pessoa. O problema é que a pressa que acompanha aqueles que deixaram tudo para última hora não permite mais demoras. E nessa ânsia, muitos acabam deixando para trás cuidados básicos e essenciais para a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas começar a se exercitar somente as vésperas do verão muitas vezes já é tarde demais."Resultados satisfatórios são atingidos com a prática regular de exercícios físicos. Fazer dois ou três meses de qualquer atividade que seja não adianta muita coisa para quem quer realmente ficar com tudo em cima".– garante o professor de musculação da Academia Physical, Gustavo Albuquerque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então que na euforia pela busca de um ideal de beleza, muitos desses atletas da estação intensificam o ritmo dos exercícios, expondo seus corpos a sérios riscos. Um ritmo intenso de atividades físicas requer preparo e condições especiais para que sejam minimizadas as sucessivas agressões que ele acarreta. O analista de sistemas, Carlos Alberto Gomes, 26 anos, sabe bem o que é isso. No verão passado, Carlos sofreu uma lesão grave no joelho esquerdo após ultrapassar os limites do próprio corpo em exercícios pesados, sem o devido acompanhamento de um profissional. "Estava há um tempo sem malhar, mas como já conhecia bem o ambiente de academia me arrisquei a bolar uma serie para mim. O resultado foi um joelho operado que me custou mais seis meses de molho", - lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidados com a saúde não devem ser negligenciados. Lesões causadas por excesso de sobrecarga ou exercícios incorretos podem durar muito mais do que um verão. "A saúde deve vir sempre em primeiro lugar", diz a fisioterapeuta Cristina Dias. "Esse deveria ser o ideal de que procura uma academia. A beleza física viria como uma conseqüência", afirma Cristina. Em seu consultório é grande o numero de pessoas que precisam de cuidados especiais devido aos excessos nos exercícios. "Os problemas mais comuns são nas articulações dos joelhos e na coluna lombar", garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliação médica e avaliação física funcional são apenas alguns dos pré-requisitos para quem quer começar a malhar com responsabilidade. A primeira detecta possíveis problemas crônicos de saúde, enquanto a segunda verifica o percentual de gordura do aluno, sua flexibilidade e seu condicionamento cardio-respiratório. Só então o profissional de educação física está apto para elaborar uma série de exercícios adequada ao perfil de cada pessoa. "É essencial ter pelo menos essas duas avaliações, a médica e a funcional, em mãos para que a gente possa fazer um bom trabalho", avalia Gustavo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medidas perfeitas exigem muito mais do que litros de suor. E pensar no bem estar físico vai além de caber ou não naquele vestido de reveillon ou fazer feio de biquíni. Exercitar-se é uma tarefa contínua e faz sim muito bem à saúde. Porém, alguns cuidados são necessários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116684209056771679?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116684209056771679/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116684209056771679' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116684209056771679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116684209056771679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/corrida-contra-o-tempo.html' title='Corrida contra o tempo'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116682863481267243</id><published>2006-12-22T21:02:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T21:10:00.330-02:00</updated><title type='text'>Deus lhe pague</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;por Patrícia Gomes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/v3bfRe5HNdg" width="600" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;udo começa com uma doação fixa de 100 pães e dois punhados de mortadela. Todo o resto depende. De quê? Do número de voluntários e da quantidade de donativos que eles conseguirem arrecadar. Tem dia que falta pão, tem dia que falta leite, mas, na maioria das vezes, falta tudo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro, cinco, raramente mais do que seis pessoas se põem a cortar o pão, passar a margarina e a mortadela. "O leite tá na validade?" "Tá. É só misturar com o chocolate naquela jarra". "E onde tá o Nescau?" "Nescau?! Não é Nescau não. É um genérico". Fazem uma espécie de linha de produção para agilizar o processo. "Acho que não vai dar", "Tem que dar, corta ao meio". E assim é enchida uma caixa com 150 pães recheados com margarina e mortadela, ou só margarina. Leite e chocolate são suficientes para encher sete, oito garrafas pet de dois litros. Copos plásticos, guardanapos e, eventualmente, fraldas. Mãos à obra. O pequeno grupo agradece a Deus e parte para as ruas do Centro da Cidade que, com a noite caindo, começa a ver um dia de trabalho terminar. Para a maioria, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinais, cruzamentos e esquinas ficam repletos de pessoas, como um formigueiro humano. Algumas seguem sós, ensimesmadas, perdidas nos próprios pensamentos. Outras andam em grupos, conversam, riem, falam alto, atendem ao celular. Nada atrapalha seus movimentos apressados e o ar de importância que sustentam. Em comum, o fato de que vão para a casa descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ali no canto, coadjuvantes de uma cena com tantos protagonistas, estão os moradores de rua. Eles não vão a lugar nenhum, estão ali desde sempre e ninguém sabe quem são exatamente. São seres que fazem parte da paisagem. Os traços que lhes restava de humanidade foram retirados pela sociedade e, de tanto ouvirem que não são ninguém, muitos se convenceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo seria muito mais cômodo se fossem o que dizem por aí, "um bando de desocupados e estão na rua por opção". Não eram. E isso aumenta a responsabilidade da sociedade, embora ela insista em virar as costas para o assunto. Talvez houvesse, dentre muitas pessoas que receberam pão naquela noite, algumas que poderiam trabalhar caso se esforçassem mais. Certamente algum daqueles homens que tentou intimidar o grupo logo no início da caminhada tivesse este perfil. Possivelmente outros também tivessem. Mas este não era o caso da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os moradores de rua do Centro são, em sua maior parte, homens. Sozinhos ou em grupos, eles têm sempre pertences preciosos que guardam em bolsas ou sacolas que, de longe, ajudam a compor a estética da pobreza. Alguns chegam a ter carrinhos onde amontoam objetos das mais diversas naturezas: bonecas, papéis e garrafas de cachaça. Crianças são raras, mas não é raro que, as que por ali estão, estejam acompanhadas de uma latinha com cola de sapateiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os moradores, até tem quem tenha casa e emprego. Mas moram longe demais, o que faz com que o custo e a duração das viagens de ida e volta sejam inviáveis. É o caso dos papeleiros, homens que passam a madrugada dobrando e imprensando papéis que colheram durante o dia. Em geral, recebem R$0,17 ou R$0,20 por quilo de papel recolhido e, por dia, ganham por volta de R$15. Um deles – Fábio era o seu nome, um sujeito que não deve ter chegado aos 30 anos, fala educada e riso largo – trabalha no Largo da Carioca e ganha R$1 a mais por tomar conta do ponto do jogo do bicho durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa caminhada de duas horas, algumas cenas são fortes, muito fortes. As súplicas, para que os deixassem guardar um pão para o dia seguinte, os pedidos desesperados para que o grupo não deixasse de passar nesta ou naquela rua, o olhar de consentimento de quem abdica de repetir "para deixar para os outros também". Difíceis de esquecer eram ainda aqueles sorrisos desdentados e ingênuos, quase infantis, e que ostentavam um sincero "Deus lhe pague".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre o grupo daqueles anônimos bem-feitores, chamava a atenção o carinho com que uma das integrantes se referia a estas pessoas relegadas da sociedade como "irmãozinhos de rua". Mas o mais marcante era a delicadeza do mais experiente do grupo que dizia: "Eles estão dormindo, não acordem eles", pegava dois pães e, muito cuidadosamente, os deixava perto de suas cabeças. Quando acordassem, certamente se deparariam com um presente inesperado de um anjo da guarda que sequer conheciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pessoa que escreve estas linhas esteve presente nesta visita aos moradores de rua. No caminho para casa, passou por esquinas cheias destas pessoinhas, as mesmas esquinas por onde está habituada a passar diariamente. Mas desta vez, ela não tinha nem pressa, nem medo. Levava consigo um sentimento diferente, uma espécie de cumplicidade difícil de explicar. Ela sabia que, por alguns momentos, ela tinha saído de seu mundo e feito parte de um outro que não lhe pertence, embora devesse pertencer. Quando finalmente chegou em casa, a mesa do jantar estava posta esperando por ela. Neste dia, porém, a comida não desceu direito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116682863481267243?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116682863481267243/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116682863481267243' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682863481267243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682863481267243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/deus-lhe-pague.html' title='Deus lhe pague'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116682850993760581</id><published>2006-12-22T20:52:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T21:01:49.940-02:00</updated><title type='text'>Brinquedos de Natal: o que está por trás desse costume?</title><content type='html'>por Carolina Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal está próximo e com ele mais uma maratona para a compra de presentes. Sinônimo de lucro para o comércio, e de gastos para os pais. Para ajudar na escolha, as crianças acompanham nos horários de programas voltados para elas inúmeras propagandas de brinquedos. Paloma Pires, de 10 anos já escolheu o seu: uma boneca Barbie. Ela diz que costuma ganhar os presentes que pede. Sorte que nem todas as crianças têm. Se há desigualdade na distribuição de renda, certamente os presentes não ficam de fora. Como Papai Noel pode explicar a injustiça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora de Pedagogia na Uerj, Cynthia Nascimento, afirma: "Quando você dá tudo, incentiva a criança a entrar nesse mercado de consumo". Por isso, "tudo tem que ser de acordo com o combinado daquela família", explica. Isso irá determinar se a criança vai ficar indignada ou se conformar caso não ganhe o presente que gostaria. Cynthia aponta também um outro caminho, dizendo que não se deve valorizar apenas o brinquedo industrializado, mas também o artesanal. Dessa maneira, a criatividade da criança é desenvolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Papai Noel, na visão mais antiga, era o velhinho que fazia presentes artesanais, mas com a chegada da indústria e, conseqüentemente do comércio, os brinquedos se tornaram objetos de consumo. A pedagoga Eneida Fonseca acredita que os pais nem chegam a pensar nessas questões. "Eles estão correndo atrás do dinheiro e entram no esquema do consumismo também". Por esse motivo, de acordo com a pedagoga, é muito difícil educar a criança nos valores do "ser" ao invés do "ter".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dea Name, professora da turma de 3ª série da Escola Municipal Laudímia Trotta, também percebe a importância que as crianças dão ao "ter". "A questão não é financeira, e sim de valores", observa a professora. A turma de Dea esse ano, era formada por alunos do Morro da Formiga, Salgueiro e Boréu. Muitos deles, caso passassem de ano, seriam recompensados com presentes caros prometidos por seus familiares. Um dos estudantes conseguiu ganhar tudo o que pedira, antes mesmo de saber o resultado das notas. Ele disse à professora que seu sonho era ser gerente de tráfico no morro, porque seria bem remunerado e compraria tudo o que quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aluno de Dea reflete o ideal de felicidade nos dias atuais, como esclareceu Eneida Fonseca: "hoje se pensa em ganhar dinheiro o suficiente para comprar tudo o que se quer e ser feliz". As crianças, segundo ela são bombardeadas por essas informações, por isso ela considera as propagandas de brinquedos altamente prejudiciais. Mas, enquanto essa publicidade continuar, cabe aos pais o jogo de cintura para conciliar a sua renda com o desejo dos filhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116682850993760581?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116682850993760581/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116682850993760581' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682850993760581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682850993760581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/brinquedos-de-natal-o-que-est-por-trs.html' title='Brinquedos de Natal: o que está por trás desse costume?'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116682773928762871</id><published>2006-12-22T20:42:00.001-02:00</published><updated>2006-12-22T20:52:06.643-02:00</updated><title type='text'>O Batidão do Mississipi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/391776/batid.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/599608/batid.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;por&lt;br /&gt;Fernando Brancoli&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 1 :&lt;/strong&gt; Cerca de mil pessoas, em grande maioria negra, se espremem em uma casa de show em um subúrbio do Rio de Janeiro. O calor é insuportável, e a sensação de abafamento aumenta por não caber mais uma única pessoa na casa. No palco, em frente, um DJ toca músicas com uma batida constante, eletrônica. As letras possuem sempre o mesmo tema: o cotidiano da comunidade, com palavras que não são reprimidas por nenhum tipo de filtro&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até aí , nenhuma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cena 2 :&lt;/strong&gt; Em um bucólico e esfumaçado bar de Nova Jersey, uns poucos homens assistem á um negro tocando violão. As batidas no instrumento são cadenciadas, rítmicas. A música trata, basicamente, da vida daquele homem, da mulher que o deixou, do café da manhã que ele tanto sente falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, nenhuma grande descoberta. Mas o que pode fazer muito intelectual derrubar seu cachimbo é que as semelhanças entre esses dois estilos é tão grande, que há estudiosos renomados se debruçando sobre o fato. Pode parecer heresia, mas as letras de Mr Catra e B.B King são mais parecidas do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chances de ser considerado herege ao se comparar estilos musicais , aparentemente, tão antagônicos é grande. Porém, antes que o leitor tenha uma síncope, vamos começar por partes. Obviamente, o contexto melódico é diferente, pois são músicas que foram produzidas com quase 200 anos de diferença. Mas quando se suprime essas diferenças e tenta-se focar em um contexto no qual as músicas foram escritas, as semelhanças afloram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A música deve ser analisada levando-se em conta o que ela quer passar,para quem ela se dirige" afirma Regina Carreira , Doutoranda em História da Música pela PUC –Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Blues foi escrito por uma minoria negra, periférica, no Delta no Mississipi. O Funk carioca (Vide Box) é produzido por uma minoria negra, das favelas. "A produção de ambas foi desatrelada, por muito tempo, do centro. Era uma música da periferia para a periferia". Mesmo que ambos tenham, depois de um tempo, ido para os grandes centros e se difundido, inclusive por todo o mundo "o cerne da música é periférico, no sentido mais positivo da palavra", conclui Carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto é o tema recorrente das músicas , o sexo . Para quem fica vermelho ao escutar o Funk atual e o considera de baixo calão, age , sem saber, como os primeiros críticos do Blues. Os escravos que inventaram o ritmo não tinham o menor pudor em descrever suas peripécias sexuais. O próprio B.B King , considerado Rei do Blues , afirma "Se não têm sexo, sacanagem, não é Blues". Pesquisadores consideram, inclusive, que um dos segredos da fama do Blues é justamente esse : "Em uma sociedade fechada e reacionária como a Americana no século XIX, o caráter despudorado do Blues serviu como uma válvula de escape" , afirma Jorge Guimarães , Professor de Música do Conservatório de Niteói , "inclusive para os brancos" , conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ponto, segundo os estudiosos, é bastante controverso. De uma maneira ou de outra, a elite branca sempre esteve presente durante a produção dessas músicas. Nos E.U.A, não demorou muito para que uma pequena porção burguesa conhecesse a música do Mississipi e começasse a apreciá-la. "De uma maneira extremamente hipócrita, diga-se de passagem. Os mesmos brancos que iam á noite em um bar para ouvir blues, eram os carrascos que consideravam a música algo tosco e simplório, pela manhã", completa Guimarães. Neste ponto, a música do Mississipi é quase idêntica ao Funk Tupiniquim : "Os nossos bailes sempre estão cheios de patricinhas da zona Sul, gente que chega de Audi no Baile", afirma , com um certo orgulho, Malboro "e essas pessoas são as mesmas que enchem a boca para dizer depois que funk é brega, coisa de marginal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Blues e o Funk não podem, obviamente, serem comparados de forma irrestrita, completa, até mesmo por que foram produzidos em países diferentes, em épocas distintas. Mas as semelhanças do objetivo social são inegavelmente presentes. Então, não se espante se, daqui a alguns anos, intelectuais se sentarem a mesa, com seu cachimbo e Whisky na mão, e ligar o rádio para apreciar o "bom funk de terras brasileiras" .&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116682773928762871?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116682773928762871/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116682773928762871' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682773928762871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682773928762871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/o-batido-do-mississipi_22.html' title='O Batidão do Mississipi'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116682658573658250</id><published>2006-12-22T20:25:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T20:29:45.750-02:00</updated><title type='text'>O seguro morreu de velho</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Carolina Peixe&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É sábado. Falta exatamente uma semana para o Natal. O comércio ferve, as pessoas vão às compras atrás de presentes e roupas para as festas de fim de ano. Inaugurado em 1996, o Shopping Tijuca é um dos três maiores em vendas no Rio, com 270 lojas e 1.100 vagas de estacionamento. Por seus corredores passam por mês, em média, 1 milhão de consumidores. No entanto, nesse sábado ensolarado antes do Natal, quase não se vê pessoas em tais corredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo seria os boatos de que o shopping vai desabar no dia 23 de dezembro desse ano. A história anda se espalhando pela net e já não se fala em outra coisa nos arredores da Praça Saens Peña. Começou com um e-mail, repassado incansavelmente, afirmando que houve uma previsão de que um shopping da Zona Norte carioca iria desabar nessa data e que o mais provável é que esse fosse o Shopping Tijuca. É que o shopping cresceu – mas para baixo. Investiu 50 milhões de reais em obras que incluem a construção de um novo pavimento no subsolo, onde haverá mais lojas. No sexto piso, as atuais três salas de cinema , com 550 lugares, serão substituídas pela rede Kinoplex, - serão seis salas, para 1.500 pessoas. E as obras atingem também a área externa: em parceria com a prefeitura, o shopping está trocando postes de iluminação pública da área, placas de sinalização, revestimento das calçadas e construindo uma ponte para pedestres sobre o rio Maracanã, em frente à sua entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas atribui a certeza do desabamento de todo esse investimento ao professor Jucelino da Luz, que foi apresentado no programa de Ana Maria Braga, em outubro desse ano, como um verdadeiro profeta. Em sua entrevista ao programa, ele afirmou ter acertado a maioria de suas previsões. Por isso, ele as registra em cartório para provar tudo após o fato acontecido. Jucelino diz ter previsto o desastre com o avião da Gol, que chocou o país há pouco tempo, e ainda ter adivinhado não apenas o roubo ao Banco Central, em Fortaleza, mas também o escândalo do Mensalão. Jucelino da Luz, entretanto, desmente ter previsto o desabamento do shopping. Em seu site oficial, ele assegura que as declarações alegando ter sido ele o autor de tal premonição são "falsas e de má fé".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade ou não, os freqüentadores do shopping não querem se arriscar. Evódia Maria da Cunha, presença constante em várias lojas do lugar, já avisou: "Tô vindo agora porque na semana do Natal eu nem ponho os pés aqui. Vai que o vidente errou o dia...". Evódia não é a única. Mesmo sem saber a procedência real das informações sobre o suposto desastre, nota-se que o shopping está com um movimento muito aquém do que aquele esperado para o fim do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as lojas não querem se conformar com essa situação. São promoções, descontos e facilidades de pagamento. Simone Corrêa, gerente da loja Modamania, não quer nem pensar na diminuição do movimento: "Para mim, tá a mesma coisa que no ano passado". Sua vendedora, Manuela de Azevedo, discorda: "Em cinco anos que eu trabalho em comércio, nunca vi nada assim. Nessa época do ano, já era pra eu estar vendendo fácil, fácil uns dois mil reais por dia. Hoje eu tô suando pra vender quinhentos reais por dia". Manuela é só uma das vozes no coro de uma legião de vendedores do shopping que estão desanimados com as vendas deste ano. Sem contar que uma grande parte deles também teme que o teto do shopping caia sobre suas cabeças no dia 23. A administração do shopping nega qualquer possibilidade de que isso aconteça. Luiz Henrique Frias Ribeiro, engenheiro-chefe da obra, garante que no dia 23 o subsolo do shopping estará totalmente pronto e seguro. "O shopping poderia processar quem inventou essa história por danos materiais. É tudo mentira e ainda pode comprometer as finanças das lojas", afirma Luiz Henrique. Mas então por que os boatos ainda têm tanta força? "É o lobby do Shopping Iguatemi", ri ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116682658573658250?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116682658573658250/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116682658573658250' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682658573658250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116682658573658250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/o-seguro-morreu-de-velho.html' title='O seguro morreu de velho'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116623734975383609</id><published>2006-12-16T00:48:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T21:48:40.046-02:00</updated><title type='text'>O que foi que só você viu?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/41857/jornal2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/400/439206/jornal2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto de Jorge William - Jornal Extra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita na entrega do prêmio Brasil Olímpico, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116623734975383609?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116623734975383609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116623734975383609' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116623734975383609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116623734975383609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/o-que-foi-que-s-voc-viu.html' title='O que foi que só você viu?'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116578683890344715</id><published>2006-12-10T19:37:00.000-02:00</published><updated>2006-12-10T21:33:24.510-02:00</updated><title type='text'>Cuidar sim , Excluir não</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Maria Cecília Moreira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta frase: "cuidar sim, excluir não" é o princípio utilizado pela coordenação de saúde mental da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e expressa um novo paradigma no tratamento de pacientes e usuários de álcool e drogas, oposto ao isolamento antes utilizado, que mantinha algumas pessoas excluídas do convívio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicóloga Viviane Tinoco é coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas- "Raul Seixas", inaugurado em agosto de 2004 -abrangendo a população do grande Méier e outras áreas da cidade. Dr Viviane fala sobre algumas das características do serviço diário desenvolvido no centro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- "O atendimento a crianças, adolescentes, jovens e adultos com transtornos decorrentes do uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas), inclui desde a permanência diária no serviço, de acordo com o projeto terapêutico elaborado, até o acolhimento em leitos de repouso. E no acompanhamento dos pacientes, procuramos estabelecer parcerias com outros setores, tais como: ação social e a educação cultural, cumprindo com o objetivo de ampliar a inserção destes pacientes em redes sociais (abrigos,cursos profissionalizantes,ensino formal, atividades de lazer e artísticas,etc)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Na área das artes, fazem parte do projeto de interação dos pacientes,atividades de oficinas terapêuticas artísticas,como,por exemplo:música e teatro.Práticas que na opinião da psicóloga promovem a fala e a elaboração de situações difíceis na vida desse sujeitos.Estas representações colaboram para que consigam ver outras saídas para os seus problemas.&lt;br /&gt;A última reforma psiquiátrica de 06/04/2001-lei 10216, reorienta o modelo assistencial na saúde mental e aponta a necessidade de criar serviços extra-hospitalares, onde a internação não pode ser a única forma de tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros CAPs-Centros de Atenção Psicossocial surgiram no início da década de 90. Atuando sob uma nova visão terapêutica, começaram a obter efeitos positivos. A partir desta experiência foram criados em 2002 (através de uma portaria) os CAPs álcool e drogas.&lt;br /&gt;Dados da Secretaria do Ministério da Saúde registram que a maioria dos usuários de drogas é do sexo masculino (79%) na faixa etária de 16 a 26 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante, M.S tem 21 anos e já esteve bastante envolvido com drogas.Usou e usa ainda maconha, já experimentou cocaína e ecstasy também, esta última, por várias vezes em festas Raves que viram a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- "Na hora, tudo bem, é um barato... apesar da muita sede que senti... mas ficar ligado e cheio de gás é muito bom... e alegre né? Mas até dois dias depois sempre fico mal. com enjôo... dores de cabeça e muito sono e confusão mental... Já fui em um médico que me disse que não posso usar estas coisas mais. Mas de vez em quando ainda uso... mas tenho me segurado bastante. Agora a maconha... é tão fácil conseguir... chega sempre na minha mão e às vezes, grátis,... fica rolando, sabe como é?... e aí ,como eu gosto, é muito mais difícil recusar, né?".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Brasil possui mais de 51 milhões de jovens (dos 10 aos 24 anos de idade) e na opinião da dr Viviane, nesta população a disseminação do uso de drogas é um perigo cada vez mais freqüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- "Vivemos em uma sociedade de oferta indiscriminada de objetos de consumo. Drogas sintéticas, como ecstasy, por exemplo, são também um novo objeto de consumo. São drogas estimulantes, que favorecem este momento atual de 'imediatismo',onde as pessoas estão querendo aumentar a sua performace. E estas drogas favorecem o 'mandato atual' de que você tem que ficar 'ligado' para curtir tudo de forma intensa,imediata,durante 24 horas.&lt;br /&gt;Este tipo de droga favorece este comportamento social, mas prejudica muito o indivíduo."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A ausência de alternativas costuma ser apontada como a principal razão para atração que as drogas exercem sobre os jovens.Quanto a isto, Dr Viviane afirma que os jovens precisam de alguns fatores de proteção e critica a ausência do poder público referente à falta de recursos comunitários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"-Os jovens precisam de inserção no mercado de trabalho, cursos profissionalizantes e inserção no meio cultural".E conclui: "É necessário oferecer opções para que a questão das drogas não seja o único caminho e não exerça tanto fascínio".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estatísticas revelam que em outubro houve um aumento no consumo de drogas.O consumo de crack chegou a 43% e o de ecstasy teve crescimento de 10,26%,mas o álcool ainda é o recordista de atendimento, seguido da cocaína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, em uma festa Rave em Niterói, 45 jovens foram hospitalizados, a maioria intoxicada por ecstasy e excesso de álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fato acelerou uma série de investigações pelo Serviço de Repressão a Entorpecentes (SRE) em todo o Rio de Janeiro que resultou na prisão de vinte e nove pessoas nas últimas semanas . Dezessete foram acusados de integrar uma quadrilha de drogas sintéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a operação intitulada "Chave de Ouro" cadernos com anotações foram apreendidos e constataram um alto lucro de em média 60 mil por mês para cada integrante. Paralelamente, também está em andamento a "Operação Tsunami 1", que investiga uma rede de tráfico internacional de drogas sintéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que, desde o dia 8 de outubro entrou em vigor uma nova Lei Antidrogas (nº11.343/2006).Entre as alterações na legislação, está o aumento de pena mínima para o crime de tráfico, que passou de três para cinco anos e a criação do financiador do tráfico, com penas mais severas: de 8 a 20 anos de prisão. A nova lei ainda adverte sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e medidas educativas de comparecimento a programas ou cursos educativos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116578683890344715?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116578683890344715/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116578683890344715' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116578683890344715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116578683890344715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/cuidar-sim-excluir-no.html' title='Cuidar sim , Excluir não'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116554965203750886</id><published>2006-12-08T01:43:00.000-02:00</published><updated>2006-12-08T01:49:09.086-02:00</updated><title type='text'>Luta de Davi contra Golias</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/1600/844211/raimundo_pereira.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5586/2924/320/525880/raimundo_pereira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;por Vanessa Franquilino&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;e fala mansa e sotaque do interior, o repórter Raimundo Rodrigues Pereira, abalou as &lt;span style="font-family:arial;"&gt;estruturas&lt;/span&gt; da grande mídia ao revelar recentemente os bastidores da divulgação das fotos do dinheiro do caso dossiê, que levou a eleição presidencial ao segundo turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo Pereira tem uma história profissional surpreendente: é formado em Física pela USP, no entanto seus cabelos brancos contam a história de 41 anos de jornalismo militante. Editou a revista Veja na década de 60 e trabalhou na Realidade na década de 70, hoje edita o especial Retratos do Brasil, da Oficina de Informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repórter nascido em Exu, Pernambuco, assumiu uma peleja: desafiou o “papa” da Rede Globo, Ali Kamel, a se explicar sobre a cobertura do caso dossiê. Ele mesmo reconhece que é uma luta de Davi contra Golias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta entrevista exclusiva, Raimundo fala da sua trajetória, opina a sobre jornalismo alternativo e militância política além de dar detalhes sobre a sua reportagem dos bastidores da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como começou sua trajetória no jornalismo? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entrei no Ita por estudo, entrei no jornalismo por acidente. Fiz jornalismo estudantil, mas fui expulso da escola de engenharia em 64 e vivia de dar aulas particulares de matemática. Eu dava aulas de matemática para o diretor de redação de uma revista chamada “Médico Moderno”. Ele perguntou se eu conhecia alguém para trabalhar na revista e eu disse que eu poderia trabalhar, porque estava sem emprego. Aprendi a escrever a máquina no final de semana e comecei a trabalhar lá dia 1º de janeiro de 65. Também tentei ser escritor, mas não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E a sua atuação no jornalismo de militância política? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na minha época, todo o mundo tinha uma militância fora do emprego. Concluí o curso de física na USP, participei de um semanário alternativo chamado “Amanhã”. Depois, fui ser editor de ciências, em 1968. Depois, virei editor de política. Cobrimos a sucessão do general Costa e Silva. Era um momento de censura, então ia uma equipe para cada lado. Depois fui para a revista “Realidade”. Não muito contente com a imprensa, fui chamado para fazer o semanário de oposição ao regime militar no “Opinião”, fui editor, era bem sofisticado, trabalhei com o grande jornalista Paulo Francis, relatamos fatos internacionais com o pessoal do “Le Monde”, foi um jornal muito importante. Geraldo Silva, que hoje está na Globo, era nosso repórter de polícia. Mais tarde, fizemos um outro semanário chamado “Movimento”, numa campanha mais popular. Trabalhei na Veja muito tempo como freelancer, também trabalhei na Istoé. Vou fazer 41 anos de carreira no jornalismo profissional, grande parte na imprensa alternativa e grande parte na imprensa das grandes empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a sua opinião sobre o jornalismo alternativo de hoje? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu trabalhei no “Movimento” era maior que a “Carta Capital” em termos de recursos materiais, apesar dos salários no “Movimento” serem mais baixos. Essa unidade do movimento popular em torno de um órgão importante não existe hoje. Eu trabalho no “Oficina de Informações”, que é cinco ou dez vezes menor do que foi o “Movimento”, “Caros Amigos” e “Brasil de Fato” idem. Este jornalismo existe hoje, mas ele não está unificado para desempenhar um papel político na concepção e luta de idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi a apuração da matéria da divulgação do caso dossiê? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao caso dossiê, um parente meu me contou a história de que, quando a Globo chegou, já estava lá o carro do Alkmin e do Serra. Peguei o telefone e liguei para uma pessoa do Maranhão e para esse parente meu, para pegar mais detalhes. Eu ia votar nulo no 1º turno, para deixar crescer esse descontentamento com o governo, que faz bem. Mas, eu tava vendo crescer a direita. E eu pensei que esse acidente da Gol fosse desempenhar um papel político positivo, desviando a atenção da opinião pública, que foi insuflada por esse fato. Foi estranho, porque o Jornal Nacional não deu. Nesse contexto eu liguei pro Mino Carta e a notícia também tinha chegado a ele. Na segunda-feira, ele me escalou para fazer a matéria. Fui atrás e, apesar dos poucos recursos que temos, a matéria ficou boa. Fizeram uma carta, assinada pela Rede Globo, contra mim. Mas, eles não desmentem o que deveriam. A idéia dessa matéria foi responder as coisas principais. Eu fiz a primeira investigação, mas agora têm novos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sua opinião sobre a imprensa hoje. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A imprensa é um instrumento a serviço de determinados interesses. Hoje, a imprensa é um instrumento de entretenimento de manter determinadas convicções com base em palpites. Cancelei a minha assinatura no Jornal O Globo, por que eu não agüento mais. Se eles fossem conservadores, mas respeitassem a opinião alheia... Eles não respeitam, o problema é que eles não tem vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116554965203750886?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116554965203750886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116554965203750886' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116554965203750886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116554965203750886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/luta-de-davi-contra-golias.html' title='Luta de Davi contra Golias'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37861636.post-116511374640789032</id><published>2006-12-03T00:40:00.000-02:00</published><updated>2006-12-03T02:01:59.006-02:00</updated><title type='text'>Tempo Curto?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;por Rafael Brito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para não desperdiçá-lo, defina as suas prioridades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande insatisfação com o trabalho, mau-humor, irritabilidade, sentimentos de frustração por não conseguir cumprir toda a sua agenda, vontade de que o dia tivesse mais de 24 horas, além de insônia pela grande preocupação com os afazeres do dia seguinte são apenas alguns sintomas de quem se sente sufocado pela falta de tempo. No nosso dia-a-dia, não há dúvidas de que sofremos pressão de todos os lados, afinal é necessário de que tudo esteja pronto no tempo estipulado, certo? Mas cuidado para você não pifar no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada minuto seu é valioso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação da falta de tempo é a grande vilã do estresse de um grande número de pessoas. Quanto maior o acúmulo de tarefas, maior será a probabilidade de se chegar à frustração, pois, dificilmente, é possível fazer várias coisas bem feitas ao mesmo tempo. Esse é o preço de vivermos nas grandes metrópoles... E o resultado é que... muitas vezes, o nosso lazer pessoal ou até mesmo a alimentação é deixada de lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A professora e psicológa Cristina de Paula Portella recomenda que até durante o nosso trabalho devemos dar algumas pausas, mesmo nos dias mais atarefados. "Durante a nossa rotina diária devemos tirar um tempo mesmo que seja curto para andar pelo escritório e manter a nossa mente tranqüila e alerta, buscar reduzir os ruídos que possam existir no ambiente de trabalho, tomar um café, tirar alguns minutos para ler algo prazeroso, ou mesmo tirar uns minutinhos para conversar sobre temas relacionados ao lazer, por exemplo", declara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você deve estar abanando a cabeça nesse exato momento, e brandando: "tudo bem, mas não é tão fácil assim"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, mas ao invés de você entrar em desespero, uma dica é começar a organizar a sua agenda com a descrição de todas as suas tarefas diárias. Assim, você terá a chance de separar o que é realmente prioridade daquilo que você, simplesmente, está se sentindo pressioonado a cumprir. E como definir essas prioridades? Simples: comece detectando quais as atividades cujos resultados podem causar os maiores impactos na sua vida. No livro "Menos estresse, mais sucesso", de Claudia Harris, há algumas dicas para o seu controle. Veja abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Faça um quadro com os horários para o dia seguinte ou até da semana seguinte. Use os primeiros minutos de cada manhã para anotar suas tarefas e as prioridades para aquele dia. Devemos priorizar as coisas MAIS IMPORTANTES, não as mais urgentes;&lt;br /&gt;* Diga NÃO, quando preciso - seja direto, cortês, mas firme;&lt;br /&gt;* Deleque com autoridade e confiança;&lt;br /&gt;* Ataque primeiro as coisas mais difícies. Você se sentirá bem porque estará enfrentando os problemas;&lt;br /&gt;* Trabalhe com objetivos claros, desafiadores e realistas. Ao planejar uma tarefa ou um projeto, divida-os em etapas realizáveis. Inclua no planejamento a possibilidade do erro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37861636-116511374640789032?l=dafresta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dafresta.blogspot.com/feeds/116511374640789032/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37861636&amp;postID=116511374640789032' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116511374640789032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37861636/posts/default/116511374640789032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dafresta.blogspot.com/2006/12/tempo-curto.html' title='Tempo Curto?'/><author><name>-----------------</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
